Vamos pular o Carnaval?

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

VaPular 
Carnaval?

Vivemos uma época muito difícil.  Não por causa de catástrofes, injustiça social, violência, protestos e crises que vemos todos os dias nas notícias.  Mas sim, porque como diz o apóstolo Paulo: “Nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores , obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus” (2Timóteo 3:1-4).

Os tempos são difíceis porque o caráter das pessoas está cada vez pior.  São amantes de si mesmas, orgulhosas, ingratas, obstinadas em seus desejos egoístas, “mais amigas dos deleites do que amigas de Deus”.  Nesse texto Paulo não está falando de pessoas que não confessam a fé cristã, mas diz que “tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” (2Timóteo 3:5).  

Muitas vezes olhamos à nossa volta e lamentamos o declínio moral da sociedade.  Falamos contra injustiças, mentiras e enganos que vemos na mídia, na educação, na política, nos esportes.  Porém, o mais triste e trágico é que essa descrição de Paulo se aplica a pessoas que se dizem cristãs.  E ele dá uma orientação simples e direta: “Destes afasta-te.” Não devemos nos afastar dos que estão perdidos em seus pecados, mas dos que se dizem cristãos, se dizem discípulos de Cristo e vivem uma vida que nega a santidade, justiça e bondade de Deus.
Precisamos realmente “pular” o carnaval – essa desvairada, louca, e insensata busca do ser humano por prazer, alegria, satisfação e felicidade sem Deus.  Precisamos aprender com o apóstolo Pedro: “Se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação, sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado” (1Pedro 1:17-19).  Precisamos aprender com Davi: “O Senhor é a porção da minha herança e do meu cálice; tu sustentas a minha sorte. Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente” (Salmo 16:5,11)

Vamos aproveitar os próximos dias para refletir sobre a nossa vida, nosso caráter.  Esta oração de Davi deveria estar sempre em nossos lábios: “Examina-me, Senhor, e prova-me” (Salmo 26.2).  Vamos colocar em ordem tudo o que está nos reprovando, lembrando que: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (1João 1:9).

Queremos lhe encorajar a orar pelo crentes em Cristo Jesus em nosso país. Clame ao Senhor por misericórdia e santificação, a fim de que o Seu santo Nome seja glorificado através de Seu povo.  Clame também por aqueles que nos próximos dias estarão se dedicando a prazeres egoístas, blasfemos, fúteis, ignorando a santidade, justiça e misericórdia de Deus.

Vamos “pular” o carnaval! Pular no sentido de não participar, de deixar de lado, de não nos entregarmos à vontade da carne, mas nos submetermos a Deus e Sua vontade, buscando “primeiro o reino de Deus, e a sua justiça” (Mateus 6.:33).  Que nosso prazer, nossa alegria, nossa satisfação, nossa prioridade, nossa paixão e realização seja o Senhor: “Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração” (Salmo 37:4).

(Texto do Instituto Bíblico BBN)

Os resultados de nosso encontro com Jesus

domingo, 23 de fevereiro de 2014


Meditando em João 4:1-30 podemos perceber o quão forte é o impacto da experiência com Jesus em nossas vidas. A mulher samaritana teve oportunidade de deixar para trás tudo que a impedia de ter uma vida plena e passou a experimentar, a partir daquele encontro no poço, de uma vida regada pela própria "água da vida".Para compreendermos melhor a necessidade de entregarmos nossa vida sem reservas ao Senhor, vamos fazer um comparativo: imagine que somos copos descartáveis. O copo é muito útil quando está em perfeito estado, mas um simples furo ou fissura já o torna inútil, pois o líquido a ser depositado nele é derramado e perdido. Imaginemos ainda que cada pecado, falha de caráter, características do nosso velho homem seja uma fissura no "copo". Somos falhas, e por nós mesmas não conseguimos nos manter perfeitas e prontas para abrigar a "água viva" que é Cristo em nossas vidas. Se estamos cheias de furos, fissuras e danos, Ele não tem como nos encher! Por isso entendemos que, quanto mais nos aproximamos de Deus, mais percebemos estes "furos" e dependemos totalmente de sua intervenção para que o copo se torne perfeito. Assim, Ele vem e enche nossas vidas com o seu Santo Espírito, tornando-nos pessoas melhores, que colaboram com o Reino, que abençoam outras, que cumprem o propósito de Deus! Precisamos de Ti, Senhor! Cada vez mais! Restaure nossas vidas e nos transforme conforme o seu caráter, para que sejamos cheias do Espírito Santo e venhamos a cumprir o teu propósito nesta terra, até o dia em que nos encontraremos contigo!



(Texto baseado na dinâmica realizada em 22/02/14 no I Encontro de Mulheres da CCC em 2014).

O que Cristo espera de nós

domingo, 16 de fevereiro de 2014



Quando nos tornamos cristãos, percebemos que precisamos nos "revestir de Cristo" para nos tornarmos filhos de verdade. Mas esta não é uma tarefa a quem devemos nos dedicar, nem um exercício especial para aqueles que já caminharam mais tempo na fé. É todo o Cristianismo. E isso não passa pela ideia de apenas tentarmos ser bons, na concepção moral que temos.
Para nós, ser bom é abrirmos mão de coisas que consideramos "erradas". Mas, se consideramos que ser cristãos passa apenas por isso (fazer coisas boas e rejeitar as coisas erradas) chegaremos a dois caminhos: ou vamos desistir de lutar ou nos tornaremos muito infelizes. Isso porque nossa natureza não nos dá condições de nos tornarmos bons como Cristo deseja. Nosso ser natural se submete à fome, aos aborrecimentos, tormentos e outras circunstâncias que nos levam à ira. Podemos até tentar, mas nos tornamos descontentes e passamos a murmurar... Passamos a ser vítimas... Chegamos a sentir dó de nós mesmos...
A vida cristã tem o seu lado fácil e o seu lado difícil. Cristo nos diz: "Quero tudo que é seu. Não quero uma parte do seu tempo, uma parte do seu dinheiro ou uma parte do seu trabalho: quero você. Não vim para atormentar o seu ser natural, vim para matá-lo. As meias medidas não me bastam. Não quero cortar um ramo aqui e outro ali; quero abater a árvore inteira. Não quero raspar, revestir ou obturar o dente; quero arrancá-lo. Entregue-me todo o ser natural, não só os desejos que lhe parecem maus, mas também os que se afiguram inocentes - o aparato inteiro. Em lugar dele, dar-lhe-ei um ser novo. Na verdade, dar-lhe-ei a mim mesmo: o que é meu se tornará seu".
Ele diz: "Tome a sua cruz", mas num minuto seguinte lhe diz: "Meu jugo é suave e meu fardo é leve". E é aí que o Cristianismo se torna fácil: quando nos entregamos totalmente a Ele!
Nisso consiste o Cristianismo... E é isso que nós, como mulheres segundo a Bíblia, devemos buscar a cada manhã, quando nos levantamos de nossas camas e trilhamos o caminho da vida com seus vários desafios...

(Baseado no livro: Cristianismo puro e simples).

Avaliando o custo de ser um cristão

domingo, 9 de fevereiro de 2014



Você já parou para pensar nas palavras do Senhor direcionadas aqueles que o seguem: "Sede perfeitos"? Bem, na verdade, Ele espera de nós a perfeição e, ainda que queiramos menos do que isto, o que Cristo nos dá nunca será menos.
Imagine uma pessoa com uma terrível dor de dente (quem já sentiu sabe que é uma das mais difíceis de suportar). Ela pode até tomar um analgésico, mas a solução não vai parar por aí. Será necessário mexer no dente que está apresentando o problema. 
A vida com Deus é mais ou menos assim: apresentamos a Deus um problema - um pecado que envergonha e perturba nosso cotidiano - e Ele cura esse problema. Porém, ele não dá um "analgésico", Ele dá o tratamento completo. E é aí que avaliamos o custo de tornarmos cristãos. Quando deixamos que o Espírito Santo trabalhe, sua tarefa é a de nos tornar perfeitos. Ele não pára enquanto não atinge seu objetivo, ainda que isso provoque sofrimento e um grande custo. 
Somos uma casa viva, lugar de morada de Deus. E quando Ele chega, começa a obra de reconstrução. Ele desentope ralos, conserta goteiras, faz pequenas mudanças... Até aí você entende: é necessário para o bom funcionamento da casa! Mas, de repente Ele começa a quebrar paredes, e isso lhe causa uma dor terrível! A casa já não é mais a mesma, está tomando outra forma! Surgem novas alas, novos pavimentos, torres, pátio. Você só queria se tornar um charmoso chalé, mas Ele vem construindo as bases para lhe transformar em um palácio! E isso porque Ele é o Deus Santo, e é Ele próprio quem vai habitar este palácio... Na verdade, as mudanças não acontecem para nós, mas sim para o dono da casa: o próprio autor da vida! E este processo é longo, muitas vezes doloroso, mas totalmente necessário.
Que estejamos prontas para a obra de reconstrução! A grande recompensa será o nosso Deus habitando plenamente em nós! Venha, Senhor, e faça morada, mudando aquilo que julgares necessário!